2 de julho de 2017

Rio de Janeiro, 28 de abril de 2017

futuro
retrocesso de mim
minha extinção

quando
não estou no que olho
não me sinto no que vejo

se
meus passos me contradizem
trago no peito o paradoxo

largas
são as curvas que me levam
distintas as voltas que me trazem

hoje
um passado reside em minha fronte
dando as mãos ao que defendo

paro
em rouco silêncio
num movimento que me berra

Fábio Santana Pessanha

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