22 de fevereiro de 2018

Literatura na Varanda... um trechinho...

Pessoal, pra quem não viu ou quer ver de novo (um trechinho pelo menos), vai aí um peteleco da minha participação na 8ª edição do Literatura na Varanda! Foi um dia incrível, as participações poéticas foram espetaculares! E ainda a lindeza musical do grupo Prajna terminando o evento. Lindo demais!


10 de fevereiro de 2018

Literatura na Varanda - 8ª edição

Olha aí, gente, está chegando a 8ª edição do LITERATURA NA VARANDA, onde vou conduzir, ou melhor, serei conduzido pelas obras dos poetas MANOEL DE BARROS e PAULO LEMINSKI numa roda de conversa poética. Bora, que vai ser lindo! Anota aí as informações:

Data: 17/02 - SÁBADO
Horário: 16 horas 
Local: ESPAÇO MULTI (Av. Ernani Amaral Peixoto, 96/ 403 – Centro - Niterói)

A entrada é uma colaboração consciente livre. Cada um precifica da forma democrática que desejar.


Meus poemas na 123ª edição da revista Diversos Afins



Desenho: Raquel Piantino


Galere! Acabou de sair a 123ª edição da revista Diversos Afins, e com poemas meus, que felicidade!

Confere lá, espalha, comenta ou finge que não viu, mas se fingir, não me conta! E não deixe de ler as demais participações, que tem lá um pessoal muito do bacana! Aí a minha janela, ó:

http://diversosafins.com.br/diversos/janela-poetica-ii-59/

Vai aí embaixo uma palhinha do que está lá:

e se de repente
se repetisse
o gesto não
como uma agonia
acostumada,
mas somente aquela
pontada
aguda que segue o ritmo
inalcançável das flores?

o tempo indigno
das mãos deita sobre
a face desconhecida
do espelho. a imagem
ali nascida observa
tudo que se reflete

e vê
na repetição ardida
dos olhos
o ineditismo perdido
das rugas.

quisera eu ter mais tempo
para me jogar naquela piscina
azulejada que forma uma linha
côncava perpendicular
ao espelho imperfeito da água
e assim surpreender
meus mergulhos.

Fábio Pessanha

2 de fevereiro de 2018

Divulgação na programação cultural de Niterói




Olha aí, gente! Já saiu a programação cultural de Niterói, referente a fevereiro! E, ó, está lá a notinha sobre o Literatura na Varanda - 8ª edição (Leminski e M. de Barros), organizado pela poeta Tânia Ribeiro Roxo, no qual vou conduzir uma conversa super bacana sobre as obras dos poetas Manoel de Barros e Paulo Leminski. Agora, não tem jeito mesmo de perder, hein! Bora lá, galera!!

Ah, pra quem ficou meio perdido, tranquilo, o Espaço Multi é novo. Então, guarda aí o endereço:

Av. Ernani do Amaral Peixoto, 96, sala 403 (Edifício Borges).

É bem ali no centrão de Niterói, não tem erro!





30 de janeiro de 2018

Literatura na Varanda - 8ª edição



Galera, tive o prazer de ser convidado para conduzir um bate-papo sobre as obras dos poetas Manoel de Barros e Paulo Leminski na 8ª edição do Projeto Literatura na Varanda, que acontecerá no dia 17 de fevereiro, às 16h, no Espaço Multi, em Niterói, e é organizado pela jornalista e poeta Tânia Ribeiro Roxo. 

Vamos falar sobre palavras tortas, poemas embicados no absurdo, a velocidade do verso no estômago do poema e outros troços que a gente se permitir inventar na hora!!! 

Ah, esse encontro vai rolar no Espaço Multi, que fica na Avenida Amaral Peixoto, 96 / 403, Niterói – RJ.

Anote aí na sua agenda e vem junto, que vai ser maneiro!!


Minha participação na Programa Rio Cultural, na Rádio Rio de Janeiro (1400 AM)

No dia 17 de fevereiro, às 12h, estarei no programa Rio Cultural, da Rádio Rio de Janeiro (1400 AM), apresentado por Victor Meirelles. Lá falarei um pouco do que vai rolar mais tarde na 8ª edição do Projeto Literatura na Varanda, um bate-papo que conduzirei em torno das poéticas de Manoel de Barros e Paulo Leminski. 

No programa Rio Cultural, além dar uma palhinha do que vai rolar nessa roda de conversa poética, também apresentarei alguns dos meus poemas e conversaremos sobre poesia, claro! Será muito legal, não percam! Acessem no facebook!



A criança em ruínas, de José Luis Peixoto


A criança em ruínas, do poeta português José Luís Peixoto, é um livro de assombros, mas não um assombroso que dá medo, e sim um processo de intimização não pessoal que desencadeia envolvimentos diversos. Paradoxo? Sim, pois embora se trace poeticamente o itinerário para o arruinar-se de uma criança (ele próprio? o leitor? uma metaforização lírico-poético-filosófica sobre o eu-criança?), esta se reposiciona a cada vez que um leitor se atrever ao próprio arruinar-se. A criança se despersonaliza para além de uma infância, quando a experiência extrapola o âmbito do cronológico e do subjetivo.

30 de novembro de 2017

Pipoca e poesia marginal: uma tarde com "Cacaso na corda bamba"

Olha aí, pessoal! Quarta-feira (06/12) é dia de cinema e poesia!! Vai rolar na Biblioteca Parque de Niterói, a partir das 16h, a exibição do documentário "Cacaso na corda bamba" e logo a seguir haverá um bate-papo com os diretores do filme José Joaquim Salles, PH Souza e este poeta que vos escreve! Então, galera, prepara a pipoca e bora participar com a gente dessa conversa maneira!!

Ah, espalha aí a ideia!!! Vem junto!!



12 de novembro de 2017

Passagem do meu livro "A hermenêutica do mar - Um estudo sobre a poética de Virgílio de Lemos"


"O grito mineral da carne é o clamor da terra embebida de sangue e cravada de pele, da pele da história de quem suou e remexeu o chão nas culturas, de quem pisou e deixou suas pegadas na memória telúrica, de quem morreu e teve sua vida renascida nos frutos da colheita. Colher é ser histórico na medida em que não há revisita a fatos passados, e sim acolhimento daquilo que se apresenta no ato de uma experiência. Afundar as mãos na terra não é olhar para trás e imergir em recordações, mas trazer para a presença aquilo que se dá no exato momento de sua evocação, e esta é nossa relação com um poema: de presença. Memória é fundamentalmente presença do que se vela." (p. 107)


O trecho acima é parte da interpretação que fiz do poema “Ouamisi”, que segue abaixo:

Será desta luz d’equinócio o manto verde azul
quem te confere teu ar de canto singular?
Será que o mistério vem mais da luz iridescente
que de tua alma errante em busca da vertigem?

Etiópia Sudão Novo Mundo e Extremo Oriente
escravos e canelas, baixelas de prata bordados.
Será que posso falar de omnipresente osmose
entre o sagrado e o grito mineral da carne?

Efebos e mulheres, conquistadores e naus
entre o simulacro de uns, de outros a firmeza,
neste santuário de almas, a génese irrompe

como se o génio da memória e da paisagem
se beijassem na imediatez do que reclamo
e do oceano imprevisível, nascesses tu, ilha. 

(Virgílio de Lemos, do livro Para fazer um mar, de 2001)


Então, pessoas, quem quiser um exemplar do meu livro, é só entrar em contato, e a gente combina!

29 de outubro de 2017

Minha participação na escamandro

Ando um pouco atrasado com as atualizações do meu blog, mas, olha aí! Antes tarde do que nunca, trago pra cá também os poemas meus que foram publicados na revista escamandro:

corpo abraça infinito
se descobre ínfimo
em tudo que é nele

em tudo que há nele
é ele de dentro a dentro:
íntimo de nascenças

***

ossos

o andor ungido a ossos
compõe procissões de joelhos ao chão
donde marcas deixadas se erguem
pelos poros pele afora

a curvatura
sina do que ante a reta se impõe
destina nos seios o desejo de bocas
retira dos becos o realejo dos sonhos
para ornar em textura óssea
os dentes da primogênita mordida


Pra quem quiser conferir a postagem na escamandro, é só chegar aqui: https://escamandro.wordpress.com/2017/09/28/fabio-pessanha/